Nesta madrugada, uma ponte e a sede de um juizado foram alvo de novos ataques com explosivos
No Ceará, atuam pelo menos três grandes facções: o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro; o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo; e os Guardiões do Estado (GDE), fundado em território cearense. Há ainda franjas da Família do Norte (FDN), do Amazonas, com atuação no Ceará, mas em proporção bem menor.
Queremos mais rigor dentro das unidades prisionais, assegurando assistências às quais os presos têm direito Luís Mauro Albuquerque - secretário de Administração Penitenciária do Ceará
Na madrugada deste domingo, uma ponte e a sede de um juizado foram alvo de novos ataques com explosivos no Ceará. Explosivos foram detonados em uma ponte sobre o rio Choró, na BR-116, uma das principais rodovias federais que cortam o estado, a 72 km de Fortaleza. Não há informações sob os danos causados pelos explosivos, mas a ponte teve que ser escorada e interditada pela Polícia Rodoviária Federal.
Em Fortaleza, explosivos foram detonados em frente ao Juizado Especial Criminal de Fortaleza, no bairro Montese, onde ficou danificada uma das colunas de sustentação do prédio. Policiais chegaram a reagir ao ataque, mas os suspeitos fugiram.
Também na madrugada deste domingo foram incendiados carros particulares nas cidades de Umirim, no interior do estado, e em Fortaleza, no Bairro Siqueira. Este é o 12º dia de ataques coordenados por facções criminosas no Ceará, iniciados no início do ano após a decisão do governo do estado de não separar mais os integrantes de facções nos presídios cearenses. No sábado, os bandidos detonaram uma torre de transmissão de energia em Maracanaú, cidade da Grande Fortaleza.
No mesmo dia, a Polícia Civil fez uma operação que resultou na apreensão de cinco toneladas de explosivos e na prisão de cinco pessoas. Ainda no sábado, foi aprovada a lei da Recompensa, que permitirá concessão de benefícios financeiros para pessoas que denunciarem autores de ataques ou derem informações que possam impedir os atentados.
“O governo do Ceará tem assumido medidas contra o crime organizado, dentro de um planejamento desenhado para uma intervenção mais forte. Essa intervenção quer assegurar a aplicação da lei, garantindo a autonomia dentro das unidades prisionais. Esses ataques são uma clara reação”, diz o secretário de Administração Penitenciária.
Fonte: Correio



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