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Jair Bolsonaro (PSL) desembarca nesta terça-feira (6) em Brasília pela primeira vez desde que foi consagrado o próximo presidente do Brasil no último dia 28. A agenda do presidente eleito inclui encontros com o presidente Michel Temer (MDB), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, além de reuniões com militares e visita ao Congresso Nacional.

A ida de Bolsonaro, que ainda cumpre mandato como deputado federal, a Câmara dos Deputados terá acesso a impressa barrado. O Congresso decidiu proibir a entrada de jornalistas no plenário durante a sessão desta terça por motivos de segurança.

Bolsonaro embarcou pouco depois das 7h na Base Aérea do Galeão, em um avião da Força Aérea Brasileira. O presidente eleito chegou à Base Aérea por volta das 6h. Sua presença em Brasília marca o início dos trabalhos da equipe de transição do governo, que terá pela frente 56 dias até a posse em janeiro.

Na aeronave, segundo assessores, além de Bolsonaro, estão o vice-presidente eleito, general Mourão (PRTB), o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio Nabhan Garcia, entre outros.

De acordo com a Agência Brasil, também estarão ao lado do presidente eleito o ministro extraordinário Onyx Lorenzoni (DEM), e o general Augusto Heleno, confirmado para a Defesa. Ambos participam ativamente do governo de transição.

AGENDA

De manhã, Bolsonaro participa da sessão solene dos 30 anos da Constituição, na Câmara dos Deputados. O presidente eleito ainda deve almoçar com o ministro Defesa, Joaquim Silva e Luna, depois tem reuniões com os comandantes da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, e do Exército, general Eduardo Villas Bôas.

Já nesta quarta-feira (7), estão programados café da manhã com o comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato. Haverá ainda encontro com os presidentes do STF, Dias Toffoli, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha.

Os presidentes Bolsonaro e Temer se encontram, pela primeira vez desde a eleição, nesta quarta, às 6h, para selar o início simbólico do governo de transição. Até o final de dezembro, equipes dos dois presidentes trabalharão juntas para reunir dados e sanar dúvidas, no esforço de dirimir dificuldades para o governo eleito.

Antes porém, por volta das 14h, o presidente eleito pretende visitar o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), onde funcionará o governo de transição. O local, que fica a 8 quilômetros da Esplanada dos Ministérios e a 4 do Palácio do Planalto, serve de gabinete de transição desde a primeira eleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sucessor de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

*BN

Primeiro pronunciamento do presidente eleito Jair Bolsonaro foi feito via Facebook
Na última quarta-feira (31), o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), usou sua conta de Twitter para dar um recado: "Nossos ministérios não serão compostos por condenados por corrupção, como foram nos últimos governos. Anunciarei os nomes oficialmente em minhas redes. Qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade". 
A mensagem é um indicativo de que Bolsonaro não pretende abandonar a estratégia da campanha e vai continuar usando as redes sociais para fazer seus comunicados (como a nomeação de um ministro) - e que "qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade". Ou seja, os próximos anos de governo devem ser marcados pela comunicação direta (via Twitter, transmissões ao vivo, WhatsApp, aplicativos e outras) entre o eleito, seus eleitores e a população em geral. 

Além disso, os grupos de WhatsApp mais ativos durante a campanha eleitoral devem continuar em funcionamento. Direto de Boston (EUA), Newton Martins, que é administrador de mais de 60 grupos de apoio ao novo presidente, afirma que a ofensiva irá continuar mesmo com a definição do pleito. "Nós preferimos o uso do WhatsApp em relação ao Facebook porque é uma ferramenta mais leve, que chega a qualquer canto do Brasil, onde não há internet veloz", diz ele, que afirma nunca ter tido contato pessoal com Bolsonaro. 

"Bolsonaro, seu filhos e um celular criaram uma rede de comunicação que o levou à Presidência. Esse contato direto deve ser potencializado e atingir milhões de pessoas", diz o senador eleito Major Olímpio (PSL-SP). 

Na próxima semana, a cúpula do novo governo irá se reunir para definir os parâmetros da comunicação do Planalto. O que se sabe é que o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito, terá protagonismo na continuidade do projeto de comunicação direta - ele foi um dos responsáveis pela coordenação das redes sociais durante o período eleitoral. 

Capital virtual 

O próprio discurso da vitória, no dia 28 de outubro, foi um exemplo de como o futuro presidente deve se comportar em termos de comunicação. O discurso em questão não foi feito durante uma coletiva de imprensa - como normalmente ocorre. O recém-eleito se dirigiu à nação por meio de uma live - transmitida de dentro de sua casa, no Rio. Segundo aliados, esse é um modelo vencedor e que deve ser mantido e ampliado. 

O capital virtual do novo presidente é realmente grande. Só no Twitter, ele conta com mais de 2 milhões de seguidores. Os números também são expressivos em redes como Facebook, Instagram e YouTube. Na eleição, esse diferencial foi utilizado para espalhar notícias positivas sobre Bolsonaro e atacar adversários. 

Para o especialista em comunicação online Fernando Azevedo, sócio da Silicon Minds, as eleições mostraram que a comunicação via redes sociais favorece e protege os políticos. "A mensagem que o político quer passar é enviada sem edição, corte e interpretação. Por isso, Bolsonaro e outros políticos preferem usar as redes. Um modelo que vem sendo bastante usado, por exemplo, por Donald Trump", afirma. 

Na quinta-feira passada (1), Bolsonaro reforçou essa ideia ao excluir a imprensa escrita de uma coletiva após convidar o juiz Sérgio Moro para assumir o Ministério da Justiça. Nessa mesma coletiva, ele declarou que "chegou aqui (à Presidência) graças às redes sociais". "A propaganda e o marketing eleitoral caíram em desgraça junto ao eleitor. O que a população quer é uma conversa, um diálogo, não quer mais intermediários", diz o especialista em marketing político Carlos Manhanelli. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Após aceitar proposta para ser ministro da Justiça, Sérgio Moro, não está de acordo com duas das propostas do então eleito Presidente da República, Jair Bolsonaro. A primeira é o excludente de ilicitude – que daria carta branca a policiais para matar e a segunda é a criminalização dos sem-terra e dos sem-teto. No entanto, Moro é absolutamente contra as duas ideias. Com informações de Lauro Jardim de O Globo.


O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não há razão para manter relações diplomáticas com Cuba, porque o país desrespeita direitos humanos. Em entrevista publicada na sexta-feira (2) pelo jornal Correio Braziliense, Bolsonaro criticou o Mais Médicos, programa que tem 11.420 profissionais cubanos trabalhando em áreas pobres do Brasil. Ele citou o fato de os médicos do programa receberem apenas 25% do montante enviado ao regime cubano e a proibição que impede seus filhos de se juntarem a eles. "Isso para uma mãe, não é mais que uma tortura? Ficar um ano longe dos filhos menores?", disse Bolsonaro. "Dá para manter relações diplomáticas com um país que trata os seus dessa maneira?" Brasil e Cuba estabeleceram relações diplomáticas pela primeira vez em 1906. Elas foram rompidas após o golpe militar de 1964 no Brasil, e só foram restabelecidas em 1986. Bolsonaro disse que o Mais Médicos, iniciado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff, pode continuar, mas cubanos deverão ganhar seu rendimento de forma integral e ter seus filhos com eles. Questionado sobre um possível fechamento de embaixadas brasileiras em Cuba e na Venezuela, o capitão reformado respondeu: "Olha, respeitosamente, qual o negócio que podemos fazer com Cuba? Vamos falar de direitos humanos?". Sobre a Venezuela, Bolsonaro afirmou que "o embaixador já veio para cá, a embaixada já foi desativada, não temos mais contato. Agora, veio no governo do Michel Temer, porque no governo do PT"¦ Essa decisão teria que ter sido tomada há mais tempo: chamar o embaixador, conversar".

Ele se referia a Ruy Pereira, embaixador do Brasil em Caracas, declarado persona non grata pelo regime venezuelano em dezembro de 2017. A medida equivale a uma expulsão. Pereira estava no Brasil para passar o fim de ano e não retornou a Caracas. A embaixada na capital venezuelana, porém, não está desativada e é chefiada pelo encarregado de negócios, José Wilson Moreira. Em retaliação à expulsão de Pereira, o governo Temer declarou persona non grata o encarregado de negócios da Venezuela em Brasília, Gerardo Maldonado. O embaixador titular, Alberto Efraim Castellar Padilla, havia sido convocado pelo ditador Nicolás Maduro em maio de 2016, logo após o afastamento de Dilma. (por Folhapress)


Em entrevista ao pastor Silas Malafaia, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que sua eleição não foi fácil e que só pode ser explicada “pelo amor de Deus”. A conversa, de aproximadamente dez minutos, foi gravada na última terça-feira, dia 30, quando Bolsonaro esteve na sede da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, zona norte do Rio, mas foi ao ar neste sábado, 3, no programa de mesmo nome, na Band.

“Longe de mim querer ser o salvador da pátria”, disse o presidente eleito ao pastor. “Mas o País não podia continuar flertando com o comunismo, o socialismo, com o populismo, com o desgaste dos valores familiares.” Bolsonaro afirmou que, durante a campanha, “em suas andanças pelo Brasil”, sempre dizia que o País precisava de um presidente “homem ou mulher, que fosse honesto, que tivesse Deus no coração e que fosse patriota”.

Bolsonaro contou que esteve já por duas vezes com autoridades de Israel que se colocaram à disposição para ceder tecnologia capaz de atender ao problema da falta d’água no Nordeste do País. “Com essa tecnologia, podemos fazer até melhor do que em Israel: lá chove menos do que no nosso semiárido”, afirmou. “Com isso, vamos dar independência ao povo do Nordeste, para que saia das mãos dos coronéis.”

Ele contou que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com Donald Trump. Segundo Bolsonaro, o presidente americano disse que “está muito feliz” com a vitória dele na eleição brasileira.

Sobre a formação de seu governo, Bolsonaro voltou a afirmar que está em busca de nomes técnicos para os ministérios. “A consequência final do toma lá, dá cá é a ineficiência do Estado”, disse. “Por isso estamos montando um ministério de pessoas técnicas, que responda aos anseios da população e não a agremiações partidárias.”

Jair Bolsonaro afirmou ainda que pretende governar pelo exemplo. “Vamos valorizar a família brasileira, respeitar a inocência das crianças em sala de aula, ter uma política de enfrentamento da violência – porque não há economia com violência -, fazer comércio com o mundo todo sem viés ideológico e buscar tecnologia com países mais desenvolvidos.”

O pastor Silas Malafaia, que casou Bolsonaro com sua atual mulher, Michelle, há onze anos, falou sobre a nova primeira-dama: “É uma mulher discreta, simples, que gosta do ser humano, que na minha igreja costumava servir à mesa, é prendada, gosta do ser humano e tem um trabalho lindo com deficientes auditivos”, disse. Com informações do Estadão Conteúdo.(Blog do Valente)


O médico Antonio Luiz Macedo – cirurgião que acompanha Jair Bolsonaro (PSL) desde o atentado sofrido por ele, em setembro – afirmou que a nova cirurgia pela qual o presidente eleito se submeterá, no dia 12 de dezembro, é menos arriscada que o primeiro procedimento. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, Antonio Macedo diz que o fechamento da colostomia tem os riscos inerentes a toda cirurgia, “mas são muito menores do que quando o operei em 12 de setembro, com uma peritonite grave, com grande contaminação, com fístula e obstrução intestinal. Agora os riscos são menores, mas sempre existem riscos em qualquer tipo de cirurgia”, explicou.

O novo procedimento consiste em abrir outra vez o abdome para religar as alças do intestino grosso, para que o trânsito intestinal volte à normalidade e o paciente possa deixar de usar a bolsa de colostomia. “Tem que abrir o abdome, achar o coto intestinal grosso que está fechado dentro da barriga, mobilizá-lo, tirar o intestino da parede e fazer uma emenda”, detalhou o médico, acrescentando que, como Bolsonaro já foi submetido a outras duas cirurgias, não será possível fazer o novo procedimento por técnicas menos invasivas, como videolaparoscopia ou a robótica. O cirurgião disse ainda que o tempo para concluir a operação é variado, mas que no caso do paciente pode ser que tenham se formado aderências no intestino e por isso pode deixar o procedimento mais demorado.

Antonio Luiz Macedo disse ainda que após a cirurgia Bolsonaro deve ficar de cinco a sete dias no hospital. “No momento em que o intestino começar a funcionar [em geral, após dois ou três dias] e que ele possa se alimentar normalmente, nós teremos a possibilidade de liberá-lo para casa”, explicou o médico, à Folha.

Fonte:BN

Segundo o TSE, as doações para campanhas podem ser feitas por pessoas físicas


O PT pediu nesta sexta-feira, 2, em seu perfil oficial no Twitter, ajuda da militância para quitar as contas da campanha presidencial de Fernando Haddad e de sua candidata a vice, Manuela d'Ávila (PCdoB). De acordo com a publicação, as doações podem ser feitas até o dia 15 de novembro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as doações para campanhas podem ser feitas por pessoas físicas, por meio das chamadas "vaquinhas" virtuais. O financiamento coletivo foi incluído como nova modalidade de arrecadação de recursos para campanhas eleitorais após a reforma eleitoral de 2017.

De acordo com dados de prestação de contas da campanha petista atualizados até sexta-feira no site da Corte Eleitoral, a campanha petista declarou despesas de R$ 36.988.826,09, frente a um total de R$ 32.674.099,94 de recursos recebidos, o que configura um déficit de mais de R$ 4 milhões.

As informações do TSE dizem respeito a movimentação financeira da campanha desde o primeiro turno. Ainda não estão descritos os gastos do segundo turno. Pelo calendário eleitoral, as receitas e despesas da campanha devem ser declaradas pelos candidatos e seus respectivos partidos à Justiça Eleitoral até 6 de novembro para primeiro turno e 17 de novembro para segundo turno.

Adversário

A campanha de Fernando Haddad gastou 15 vezes a mais do que a do seu principal adversário, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que gastou R$ 2,4 milhões. Os candidatos que participaram do primeiro turno da eleição deste ano arrecadaram R$ 2,82 bilhões, dos quais R$ 2,06 bilhões (73%) saíram dos cofres públicos por meio dos fundos eleitoral e partidário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.(Correio)

Eleitor que não votou em nenhum turno precisa justificar ausência em ambos, separadamente


As eleições deste ano chegaram ao fim, mas quem não votou e também não justificou o voto ainda está com pendências na Justiça Eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por ter existido segundo turno, a justificativa deve ser feita para o turno ao qual o eleitor não compareceu. No entanto, caso ele não tenha ido em nenhum dos dois, é preciso justificar ausência em ambos, separadamente.

Deixar de votar e de justificar a falta pode causar problemas para o eleitor. Enquanto ele estiver em débito com a Justiça, fica impedido de tirar ou renovar passaporte, receber salários ou proventos, se for funcionário público, não pode prestar concurso público nem renovar matrícula em unidade de ensino oficial ou fiscalizada pelo governo.

Quem não votou no primeiro turno (7/10), tem até 6 de dezembro deste ano para realizar o procedimento. Já quem não participou do pleito no segundo turno (28/10), tem até 27 de dezembro de 2018 para justificar.

Como proceder


Para justificar a ausência após as eleições e dentro do prazo estipulado pelo TSE, o eleitor deve pagar uma multa para regularizar a situação. O valor a ser pago é de R$ 3,50 por turno. Para justificar, o eleitor deve utilizar o formulário Requerimento de Justificativa Eleitora (RJE), disponível gratuitamente no site do TSE, em cartórios eleitorais, em postos de atendimento ao eleitor e ainda nos sites dos tribunais regionais eleitorais (TREs).

“O eleitor pode justificar a ausência às eleições tantas vezes quantas forem necessárias, mas deve estar atento a eventual revisão do eleitorado no município onde for inscrito, visto que o não atendimento à convocação da Justiça Eleitoral para esse levará ao cancelamento de seu título eleitoral”, explica o TSE.

*Varela Notícias


De acordo com o petista, somente a imprensa e fóruns internacionais compreendem o significado da nomeação do juiz


Derrotado na eleição para o cargo de presidente da República, Fernando Haddad (PT) será o grande opositor de Jair Bolsonaro nos próximos quatro anos. O petista afirmou nesta quinta-feira (1), através das suas contas oficias nas principais redes sociais, que somente a imprensa e fóruns internacionais compreendem o significado da nomeação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Se o conceito de democracia já escapa a nossa elite, muito mais o conceito de República. O significado da indicação de Sérgio Moro para Ministro da Justiça só será compreendido pela mídia e fóruns internacionais”, comentou.

Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad perdeu a eleição presidencial de 2018 por dez pontos de diferença. Contando somente os votos válidos, Jair Bolsonaro ficou com 55% enquanto o petista conseguiu 45%.(Varela Notícias)


Os eleitores que não compareceram ao local de votação neste domingo (28) e não justificaram a ausência no segundo turno ainda podem regularizar a situação eleitoral até dezembro. Os ausentes do primeiro turno, realizado em 7 de outubro, tem até de de dezembro para justificar por que não compareceram à votação. Para os que se ausentaram no segundo turno, o prazo vai até 27 de dezembro.

A justificativa pode ser feita mediante o preenchimento de um requerimento disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve ser entregue pessoalmente em qualquer cartório eleitoral ou enviado por via postal ao juiz da zona eleitoral na qual é inscrito. Além do formulário, o eleitor deve entregar documentação que comprove a impossibilidade de comparecimento na votação.

Pela internet, o eleitor pode justificar a ausência usando o Sistema Justifica nas páginas do TSE ou dos tribunais regionais. No formulário online, o eleitor deve informar seus dados pessoais, declarar o motivo da ausência e anexar comprovante do impedimento para votar.

O requerimento de justificativa gerará um código de protocolo que permite ao eleitor acompanhar o processo até a decisão final do juiz da zona eleitoral. A justificativa aceita será registrada no histórico do eleitor no Cadastro Eleitoral.

Eleitores no exterior


Os brasileiros que estavam no exterior no dia da votação também deverão encaminhar o formulário de justificativa pós-eleição e a documentação comprobatória até 60 dias após o turno ou em 30 dias contados a partir da data de retorno ao Brasil.

Se estiver inscrito em zona eleitoral do exterior, o eleitor deverá encaminhar o requerimento diretamente ao juiz competente ou ainda entregar nas missões diplomáticas e repartições consulares localizadas no país ou enviar pelo sistema justifica.

Consequências


O Tribunal Superior Eleitoral explica que a não regularização da situação com a Justiça Eleitoral deve pagar multa (por cada turno). O valor é definido pelo juiz eleitoral da região e varia de R$ 3,5 a R$ 35,10. O eleitor faltoso também pode sofrer outras sanções, como impedimento para obter passaporte ou carteira de identidade para receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público.

A não justificativa impede ainda que o eleitor participe de concorrência ou administrativa da União, dos estados, Distrito Federal e municípios, além de inscrever em concurso público ou tomar posse em cargo e função pública.

*Agência Brasil


Em discurso na cidade de São Paulo, Haddad afirmou que o PT “precisa se reconectar com as bases e os pobres”. O candidato derrotado também que falou que nos últimos anos as instituições democráticas brasileiras estão sendo testadas.

“Vivemos 1 período já longo em que as instituições são colocadas a prova a todo instante. A começar em 2016, quando tivemos o afastamento da presidente Dilma, depois a prisão injusta do presidente Lula e a cassação injusta de sua candidatura desrespeitando uma decisão das Nações Unidas”.

O petista, no entanto, afirmou que “enfrentou tudo de cabeça erguida”.

No final de sua fala, o ex-ministro da Educação se dirigiu aos seus eleitores e tentou apaziguar os ânimos deles depois de ser derrotado.

“Em todas as regiões, senti uma angustia, 1 medo na expressão de muitas pessoas que às vezes chegavam a soluçar de tanto chorar. Não tenham medo, nós estaremos aqui, estaremos juntos, estaremos de mãos dadas com vocês, abraçaremos a causa de vocês. Coragem, a vida é feita de coragem. Viva o Brasil.”

Estavam ao lado de Haddad durante o pronunciamento a sua mulher, Ana Estela Haddad, sua candidata a vice Manuela D’Ávila (PC do B), a presidente do PT, Gleisi Hoffmann e o candidato derrotado do Psol Guilherme Boulos (Psol).

Leia a íntegra dos discurso de Haddad:


“Manuela, Estela, Duca, muito prazer em ter você conosco. Meus filhos, minha mãe, Carolina, Frederico, D. Norma, minhas irmãs Lucia e Priscila, todos os companheiros de todos os partidos presentes. Queria saudar em especial o Guilherme Boulos, que está aqui e foi candidato a presidente da República.

Companheiro do Pros, do PC do B, do Psol, do PSB, estiveram conosco. Presidenta Dilma está aqui também. O sempre senador Suplicy, nossos deputados e nossos senadores. Em 1º lugar, eu gostaria, pela minha formação, de agradecer os meus antepassados. Eu aprendi com os meus antepassados a ter coragem para defender a Justiça a qualquer preço. Aprendi com a minha mãe, meu pai, com a memória dos meus avós, que a coragem é 1 valor muito grande quando se vive em sociedade, porque todos os demais valores dependem dela.

Queria agradecer a todos os partidos que estiveram conosco com sua militância aguerrida, primeiro que nos levou ao 2º turno, depois que nos levou a ter mais de 45 milhões de votos no dia de hoje.

Uma parte expressiva do povo brasileiro precisa ser respeitada nesse momento. Diverge da maioria. Tem 1 outro projeto de Brasil na cabeça e merece o respeito no dia de hoje. Sei que entre os 45 milhões de eleitores que nos acompanharam até aqui, muita gente não é de partido político, muita gente não é de associação, sobretudo na última semana o que nós vimos foi a festa da democracia nas ruas do Brasil. Gente que saiu à rua com colega, com a esposa, com o marido, com os filhos, e passou a panfletar o país inteiro ou colocar 1 banco nua praça, colocar 1 cartaz no pescoço, e começou a dialogar e reverter o quadro que se anunciava na 1ª semana do 2º turno. E houve uma reversão muito grande em função da conscientização de uma boa parte dos brasileiros sobre o que estava em jogo. E era muita coisa que estava em jogo.

Nós vivemos 1 período já longo em que as instituições são colocadas a prova a todo instante. A começar em 2016, quando tivemos o afastamento da presidente Dilma, depois a prisão injusta do presidente Lula e a cassação injusta de sua candidatura desrespeitando uma decisão das Nações Unidas.

Mas nós seguimos, seguimos de cabeça erguida, seguimos com coragem para levar a nossa mensagem aos rincões do pais, ao campo e a cidade, as periferias e aos centros, aos estudantes e aos idosos, aos LGBTs, aos homens e mulheres, brancos e negros, católicos e evangélicos, aqueles que pertecem de religiões de matriz afro, aos ateus. Todos os brasileiros. Nós de forma determinada fomos a todos os rincões levar a mensagem que vale a pena levar. De que a soberania nacional e a democracia como entendemos é 1 valor que está acima de todos nós.

Temos uma nação, temos de defendê-la daqueles que de forma desrespeitosa pretendem usurpar o nosso patrimônio, o patrimônio do povo brasileiro e entendemos a democracia não se pensa do ponto de vista formal. Embora seja muito importante lembrar isso hoje, são os direitos civis, políticos, trabalhistas, sociais que estao em jogo nesse momento. Temos uma tarefa enorme no pais que é, em nome da democracia, defender o pensamento, as liberdades desses 45 milhões de brasileiros que nos acompanharam ate aqui.

Temos a responsabilidade de fazer uma oposição colocando os interesses nacionais de todo o povo brasileiro, acima de tudo. Nós que ajudamos a construir a democracia, uma das maiores do mundo, temos que ter 1 compromisso de mantê-la. Não aceitar provocações e ameaças.

Lembrando o nosso hino nacional, verás que 1 professor não foge a luta, nem teme quem adora a liberdade à própria morte. Nosso compromisso é 1 compromisso de vida no nosso pais, de militância, de vida pública, nós reconhecemos a cidadania em cada brasileiro, em cada brasileira e nós não vamos deixar esse país para trás, vamos colocar acima tudo e vamos defender nosso ponto de vista, respeitando a democracia, as instituições, mas sem deixar de colocar nosso ponto de vista sobre tudo que está em jogo no Brasil a partir de agora. Tem muita coisa em jogo e precisamos compreender o que está em jogo.

Temos que fazer uma profissão de fé, precisamos nos reconectar com as bases, com os pobres desse país, para retecer o plano e programa de nação que há de sensibilizar mentes e corações no pais.

Daqui a 4 anos temos uma nova eleição, precisamos garantir as instituições. Não vamos sair das nosss profissões, ofícios, mas não vamos deixar de exercer a nossa cidadania. Vamos estar o tempo todo exercendo essa cidadania e talvez o Brasil nunca precisou tanto desse exercício de cidadania como agora. Eu coloco a minha vida à disposição desse país.

Tenho certeza que falo por milhões de pessoas que colocam o país acima da própria vida, do próprio bem estar. Olhando para todos neste país, em todas as regiões, senti uma angústia, 1 medo na expressão de muitas pessoas que às vezes chegavam a soluçar de tanto chorar. Não tenham medo, nós estaremos aqui, nós estaremos juntos, nós estaremos de mãos dadas com vocês, nós abraçaremos a causa de vocês. Coragem, a vida é feita de coragem. Viva o Brasil!.”(Blog do Valente)


O presidente da República eleito Jair Bolsonaro (PSL) fez o discurso da vitória neste domingo (28.out.2018). A fala foi feita pela página de suas redes sociais, em vez de 1 evento com apoiadores, como é costume em eleições.

No discurso, de poucos minutos, Bolsonaro não citou o adversário do PT, ferando Haddad, e afirmou que “cumprirá todos os compromissos” feitos durante a campanha. Bolsonaro disse que que terá governabilidade.

“Temos condições de governabilidade dado aos contatos que fizemos com os parlamentares. Todos os compromissos assumidos serão cumpridos, com as mais variadas bancadas, com o povo em cada local do Brasil que eu estive presente”, falou.

O militar estava em sua casa, num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Estava ao lado da mulher, Michelle Bolsonaro, e de uma intérprete de Libras. Em cima da mesa, havia uma bíblia e 1 livro do político inglês Winston Churchill.

Ele disse: “Não poderíamos mais continuar flertando com o Socialismo, com o Comunismo e com o Populismo e com o extremismo da esquerda. As urnas se abriram e nós fomos declarados vencedores deste pleito e o que eu mais quero é, seguindo ensinamentos de Deus, ao lado da Constituição Brasileira, inspirando-se em grandes líderes mundiais e com uma boa assessoria técnica e profissional ao seu lado – isenta de indicações políticas de praxe – começar a fazer 1 governo a partir do ano que vem que possa realmente colocar o Brasil em 1 lugar de destaque”.

Bolsonaro citou trecho do livro de João, da bíblia, que tornou-se 1 mote de sua campanha: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

“O que mais quero é seguindo ensinamentos de Deus, ao lado da Constituição brasileira, esperança de grandes lideres mundiais”, afirmou.

Também mencionou as dificuldades de sua campanha. Disse ser “alguém sem grande partido, sem fundo partidária” e alvo de crítica da grande mídia, que o colocava “em uma situação vexatória”.

Leia a íntegra do discurso de Jair Bolsonaro:


“Boa noite, ao meu lado a senhora Angela, professora de libras e minha esposa, Michele, pessoa que nos momentos de alegria e de tristeza sempre esteve ao meu lado.

Eu quero nesse momento agradecer a Deus pela oportunidade. E mais ainda, quero agradecer a Deus que pelas mão de médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde da Santa Casa de Juiz de Fora e do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, operaram 1 verdadeiro milagre, mantendo a minha vida. Um momento que eu jamais poderia esperar, mas que graças a Deus, repito, foi superado.

Com toda certeza ele reservou algo para mim e para todos nós aqui do Brasil. Esse 1º contato meu, via live, deve-se ao respeito, à consideração, à confiança que tenho no povo brasileiro. Eu também só cheguei aqui porque vocês, internautas, povo brasileiro, realmente vocês acreditaram em mim.

Desde o começo, há 4 anos, nesta mesa, quando decidi, sozinho, disputar a Presidência, sabia de todas as dificuldades que teria pela frente. Mas com 59 anos de idade à época, não poderia mais pensar apenas em mim e disputar mais 1 mandato de deputado federal, com toda a certeza sendo o mais votado no Rio ou até mesmo me elegendo senador da Republica, depois dos 60 essa vontade se fez cada vez mais presente.

Não por obsessão, não por querer ocupar a cadeira presidencial por 1 motivo pessoal. Ocupá-la sim para que juntamente com uma boa equipe, boas pessoas ao meu lado, nós pudéssemos ter sim, mais que a esperança, mas a certeza de mudar o destino do Brasil.

Fizemos uma campanha não diferente dos outros, mas como deveria ter sido feita. Afinal de contas, a nossa bandeira, o nosso slogan, eu fui buscar aquilo que muitos chamam de “caixa de ferramenta para consertar o homem e a mulher”, que é a bíblia sagrada. Fomos em João 8 32 “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Nós temos que nos acostumar a conviver com a verdade. Não existe outro caminho se quisermos a paz e a prosperidade.

A verdade tem que começar a valer dentro dos lares, até o ponto mais alto que é a Presidência da República. O povo tem mais que o dever, tem o direito de saber o que acontece em seu país, graças a Deus essa verdade o povo entendeu perfeitamente.

Alguém, sem 1 grande partido, sem Fundo Partidário, com a grande parte da grande mídia o tempo todo criticando, colocando-me em uma situação muitas vezes próximo a uma situação vexatória sobre aquilo que falavam a meu respeito, e passou a acreditar na gente, e passou a ser sim integrante de 1 grande exército que sabia para onde o Brasil estava marchando e clamava por mudanças.

Não poderíamos mais continuar flertando com o Socialismo, com o Comunismo e com o Populismo e com o extremismo da esquerda.

As urnas se abriram e nós fomos declarados vencedores deste pleito e o que eu mais quero é, seguindo ensinamentos de Deus, ao lado da Constituição Brasileira, inspirando-se em grandes líderes mundiais e com uma boa assessoria técnica e profissional ao seu lado – isenta de indicações políticas de praxe – começar a fazer 1 governo a partir do ano que vem que possa realmente colocar o Brasil em 1 lugar de destaque.

Temos tudo para ser uma grande nação se essa for a vontade de Deus seremos. Temos condições de governabilidade dado aos contatos que fizemos com os parlamentares.

Todos os compromissos assumidos serão cumpridos, com as mais variadas bancadas, com o povo em cada local do Brasil que eu estive presente. E fazendo 1 pequeno a parte: nada mais gratificante do que quando estive em Manacapuru, coração do Amazonas, conversando com pessoas simples, mas que tinham sede de conhecer a verdade e de conversar com alguém que realmente os tratava com o devido respeito e consideração.

Indo para o encerramento, meu muito obrigado a todo vocês pelo apoio, pela consideração, pelas orações e pela confiança. Vamos juntos, juntos mudar o destino do Brasil. Sabíamos para onde estávamos indo e agora sabemos para onde queremos ir. Meu querido povo brasileiro, muito obrigada pela confiança, e no momento peço a Deus que mais uma vez coragem para poder bem decidir o futuro. Estou muito feliz, e missão não se escolhe nem se discute, se cumpre e nós juntos cumpriremos a missão de resgatar o nosso Brasil. Um forte abraço a todos e fique com Deus.”(Blog do Valente)


Eleito presidente do Brasil neste domingo (28), Jair Bolsonaro (PSL) possui um programa de governo abertamente conservador no campo social e liberal na economia.

Confira abaixo algumas de suas principais propostas:


Segurança - Bolsonaro defende como política de segurança pública a revisão do Estatuto do Desarmamento para reduzir as restrições à posse de arma e ampliar as possibilidades de legítima defesa.

Além disso, defende que policiais não sejam punidos por mortes em operações, por meio do chamado "excludente de ilicitude".

Outra proposta é a redução da maioridade penal para 17 anos, idade que, segundo o presidente eleito, seria mais fácil de aprovar do que 16.

Bolsonaro também quer retirar da Constituição "qualquer relativização da propriedade privada", como as estabelecidas pela Emenda Constitucional 81, que determina o confisco de propriedades com trabalho escravo ou usadas para plantio e tráfico de drogas. Ele ainda pretende tipificar como "terrorismo" invasões de propriedades rurais e urbanas.

Economia e emprego - Embora tenha um histórico estatizante e nacionalista, Bolsonaro deu ao futuro ministro Paulo Guedes a tarefa de elaborar um plano econômico liberal, com redução de ministérios e privatizações para zerar o déficit já em 2019 e voltar a ter superávit em 2020. "Algumas estatais serão extintas, outras, privatizadas e, em sua minoria, pelo caráter estratégico, serão preservadas", diz o programa de governo.

Bolsonaro também propõe isentar de imposto de renda quem ganha até cinco salários mínimos e criar uma taxa única de 20% para o restante da população. Além disso, quer uma "carteira de trabalho verde e amarela" voluntária para novos trabalhadores que aceitarem colocar o contrato individual acima da CLT.

Para a reforma da Previdência, Bolsonaro e Guedes querem trocar o sistema atual pelo de capitalização.

Corrupção - O plano de governo bolsonarista apoia as "10 medidas contra a corrupção" apresentadas pelo Ministério Público Federal, que incluem aumento das penas para crimes envolvendo altos valores, criminalização do enriquecimento ilícito, responsabilização dos partidos por caixa 2 e uso de prisão preventiva para garantir a devolução de recursos desviados.

Bolsonaro ainda promete não fazer indicações políticas para cargos públicos.

Educação - O presidente eleito proibirá o que chama de "ideologia de gênero" nas escolas, reduzirá os programas de cotas raciais em detrimento das "sociais" e incluirá a disciplina de educação moral e cívica no currículo.

Bolsonaro ainda quer abrir ao menos um colégio militar em cada capital do Brasil e usar métodos de ensino a distância desde a educação fundamental.

Saúde - Seu programa prevê a criação de um prontuário eletrônico nacional interligado e a carreira de "médico de Estado" para atender áreas remotas. Cubanos trazidos ao país pelo programa "Mais Médicos" precisarão passar pelo "Revalida".

Social - Bolsonaro defende a manutenção do Bolsa Família e a criação de um 13º no programa social, além de um sistema de renda mínima universal. O presidente eleito já prometeu também não demarcar mais terras indígenas e "acabar com todos os ativismos".

Relações internacionais - Bolsonaro já defendeu a saída do Brasil da ONU e do Acordo de Paris sobre o Clima, mas recuou de ambas as propostas. Seu programa prevê alinhamento com países como Estados Unidos, Israel e Itália - ele defende a abertura de uma embaixada em Jerusalém e a extradição imediata de Cesare Battisti - e "aprofundar nossa integração com todos os irmãos latino-americanos que estejam livres de ditaduras".

O presidente eleito já defendeu também a criação de um campo de refugiados para venezuelanos e focar em "relações e acordos bilaterais". (ANSA)

General Augusto Heleno Pereira participa de programa de entrevistas sobre a eleição
Escolhido futuro ministro da Defesa, o general Augusto Heleno afirmou que é uma "loucura" e uma "palhaçada" achar que generais vão mandar no governo de Jair Bolsonaro (PSL). Ele disse que a suposta ameaça à democracia não existe e é fruto de preconceito contra o presidente eleito.
"Isso é loucura. Isso só cabe na cabeça de quem não conhece. Nem nas Forças Armadas, nem o Bolsonaro, isso é uma palhaçada. É uma bobagem sem tamanho", afirmou o general, enquanto apoiadores do novo presidente eleito gritavam ao fundo contra a corrupção.

"A verdade é a seguinte. Ameaça à democracia só estava vendo que quem tinha preconceito contra o Bolsonaro. Não tem nenhuma ameaça à democracia. Esse carimbo de fascismo no Bolsonaro não tem o menor sentido"; completou.

Sobre os planos do novo governo, Heleno afirmou que a preservação da Amazônia é uma prioridade e que a intenção é respeitar legislações em vigor e reforçar o Ibama, evitando ao máximo desmatamentos. Para ele, a selva vale mais preservada do que destruída.

Em relação à sua área da Defesa, Augusto Heleno afirmou que a tendência é não haver uma renovação da intervenção federal da segurança pública no estado do Rio de Janeiro, cuja segurança está sob controle das Forças Armadas.

"Foi a área onde teve menos influência maléfica de governos anteriores (Defesa). Já tem data para terminar (a intervenção). O presidente normalmente em conversas com o governador decide isso. É o mais provável que não seja mantido porque tem um decreto com data marcada", contou Heleno.

Em seguida, o general afirmou que a intervenção no Rio foi bem-sucedida por ter focado na gestão de segurança e poderia servir de modelo para outros Estados que necessitassem do mesmo tipo de procedimento. Mas, no momento, ele não vê necessidade de intervenção em outras unidades da federação.(Uol)

Apresentador deu recado antes que o resultado da eleição fosse divulgado

O apresentador Faustão vai votar em escola de São Paulo
O apresentador Faustão pronunciou um forte recado no encerramento de seu programa neste domingo (28), pouco antes de serem conhecidos os resultados que culminaram na eleição do capitão reformado Jair Bolsonaro (PSL).

Antes de encerrar a versão reduzida de seu programa que foi ao ar neste domingo, Faustão pregou união e responsabilidade dos governantes eleitos.

"O Brasil hoje, numa data histórica, escolhe seu novo presidente de maneira democrática. O que a gente tem que rezar, seja quem for o vencedor, que ele tenha inteligência, paciência, serenidade, lucidez, para unir o Brasil, governar para todo mundo, combater a corrupção, não prometer o que não pode cumprir", disse o apresentador.

"É o mínimo que tem que fazer um cara decente com um país tão sofrido e tão roubado quanto o Brasil", disse Faustão.

O apresentador também cobrou responsabilidade da oposição. "Assim como a gente tem que rezar e torcer, não importa quem seja o ganhador, a mesma coisa o outro lado tem que mostrar. Saber perder a eleição, enfiar viola no saco, fazer uma autocrítica e principalmente, depois, fazer oposição com responsabilidade", afirmou.

"Nunca colocar o interesse do partido ou de cada um, acima do interesse desse país. Esse país só vai ser decente quando a sociedade aprender a conviver com vários gêneros, aprender a respeitar a opinião do outro, só assim que a gente vai melhorar", concluiu Faustão.(Folhapress)


O governador Rui Costa agradeceu o apoio dos baianos após a confirmação da eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente da República. Em nota, o petista destacou a votação conquistada pelo candidato Fernando Haddad no estado.

Leia na íntegra:


“Em primeiro lugar, quero agradecer o apoio e a confiança dos baianos. A Bahia deu 73% dos votos a Fernando Haddad, a quem parabenizo pela luta até o último dia de campanha, que foi baseada na verdade e no respeito a todos os brasileiros.

O meu muito obrigado a todos que garantiram a minha vitória, a maior já registrada na história do nosso Estado. E, agora, voltaram às urnas votando em Haddad.

A Bahia seguirá firme, trabalhando e lutando por um Brasil melhor e mais justo. Aqui, manteremos o ritmo, com muita transparência e seriedade. A Bahia continuará dando exemplo para o país e sendo motivo de orgulho para seu povo.

A candidatura de Haddad não foi de um único partido, mas sim de diversos segmentos da sociedade civil organizada, que foi às ruas defender a democracia. Infelizmente, não foi o resultado que eu e a grande maioria dos baianos desejava. Mas é muito importante respeitar o resultado das urnas, que representa a vontade da maioria dos brasileiros. Democracia é liberdade e respeito à vontade da maioria. A Bahia fez a sua parte.

Vou continuar trabalhando dia a dia e defendendo os interesses da Bahia, sempre atento a cada passo do Governo Federal em relação ao nosso estado e aos direitos dos trabalhadores. Terei uma posição firme e atenta, desejando sempre contribuir para que o Brasil volte a crescer e gerar empregos. Que o nosso país reencontre o caminho da paz e do amor. Que Deus nos abençoe!”(Blog do Valente)




Os mais de 11 milhões de brasileiros que votaram em branco e nulo no segundo turno das eleições 2018, realizado neste domingo, 28, equivalem à população de um país como Portugal. Eles representam 9,5% dos 147,3 milhões de eleitores brasileiros Jair Bolsonaro, candidato do PSL, foi o vencedor, escolhido por 57,7 milhões de brasileiros, e Fernando Haddad (PT) foi opção de outros 47 milhões. Na Bahia, a abstenção chegou 2 milhões.

Por sua vez, outros 31 milhões de brasileiros deixaram de ir votar - ou 21,30% do eleitorado. Somados aos brancos e nulos, 42,1 milhões não escolheram um dos dois candidatos para ser o 38º presidente eleito democraticamente pelo País.


Esse é o maior índice desde a redemocratização do Brasil. Nas eleições presidenciais de 1989, brancos e nulos somaram 5,8% do eleitorado - equivalente a 4 milhões de pessoas -, enquanto abstenções somaram 14,4% do eleitorado, quase 12 milhões de pessoas.


Na comparação com as eleições presidenciais de 2014, houve pequeno avanço na soma entre brancos e nulos. Naquele ano, 9,64% optaram por não votar em Aécio Neves ou Dilma Rousseff. Também naquele pleito, 19,39% dos eleitores deixaram de ir às urnas, o equivalente a mais de 27 milhões de pessoas.

Para o professor Maurício Fronzaglia, o número expressa desconfiança e descrédito com relação à política e às mudanças que essa eleição poderia trazer. "Em uma eleição muito polarizada, uma boa parte do eleitorado não se sentiu representado por nenhum dos lados. E não conseguiu escolher entre eles, nem mesmo entre o menos pior."

Segundo ele, isso pode representar até mesmo uma descrença no próprio processo eleitoral. "Até que ponto a democracia representativa ainda se encaixa no nosso tempo? Ela foi pensada e adequada para a maioria dos países nas últimas décadas, quando o mundo era diferente. Está faltando um update (atualização) nas regras de funcionamento da democracia representativa." Fonte: Correio.


Tainá Barata, uma estudante de 24 anos, ficou ferida em uma suposta confusão envolvendo militantes do PT, do PSL e policiais militares na noite deste domingo (28). A agressão aconteceu no Largo da Dinha, no Rio Vermelho. Segundo testemunhas ouvidas pelo jornal Correio, a jovem foi agredida por volta das 19h30 por um policial quando a irmã dela, Janaína Barata, 20 anos, tentava evitar uma discussão entre eleitores de Fernando Haddad (PT) e apoiadores do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). “Quando vi, Janaína estava discutindo com a polícia. Peguei ela, puxando pra ela parar de discutir. Aí agrediram ela com um cassetete”, contou Tainá. Um vídeo do momento permite ver que a PM abandonou o local após o ocorrido. Fotos do ocorrido mostram Tainá Barata no chão ensanguentada, com uma roupa vermelha e uma placa com os dizeres "sem Lula é fraude". (BN)


O prefeito ACM Neto afirmou, na manhã deste domingo (28), que numa eventual vitória do candidato a presidência Jair Bolsonaro (PSL) o PT “respeite o resultado das urnas e assuma o seu papel futuro de oposição”. Além disso, o político que tem voto declarado ao candidato da direita disse que é necessário que o partido do candidato Fernando Haddad “reconheça a derrota depois de 16 anos”.

Neto também minimizou um suposto clima de virada do candidato petista e argumentou que o país é majoritariamente a favor do PSL. Ele acredita que Bolsonaro, assumindo o cargo de presidente, terá capacidade de “repactuar e reconectar o cidadão com uma nova política, tendo uma perspectiva de futuro diferenciada”.

Recebendo a imprensa durante o momento da votação, o presidente nacional do DEM trouxe outros argumentos para reforçar a sua preferência neste segundo turno: “A minha decisão de votar no Bolsonaro é muito em função de acreditar que ele pode trazer alguma coisa de diferente para a política do Brasil a partir do próximo ano. Não tenho dúvida que hoje, das duas opções que nós temos, é a melhor para governar o Brasil”.

No entanto, para Neto que considera esta eleição como uma das mais tensas da história do país, independente de quem vença e assuma o cargo de próximo presidente será preciso “ter muita maturidade” e necessidade de “compreender que precisa conversar com todo mundo”, para assim superar os conflitos e cessar as divergências.

*BN


Os advogados da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) protocolaram neste sábado (27) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE ) uma ação contra o candidato do PT, Fernando Haddad, sua vice, Manuela D'Avila (PC do B), o presidente do Grupo Folha, Luiz Frias, a diretora Editorial e de Redação da Folha de S. Paulo, Maria Cristina Frias, e a repórter do jornal Patrícia Campos Mello. A ação (chamada de Aije, Ação de Investigação Judicial Eleitoral) pede liminar para que sejam apresentados documentos formais relacionados à reportagem publicada pela Folha de S. Paulo no dia 18, sob o título "Empresários bancam campanha contra o PT pelo Whatsapp", que revelou que empresários impulsionaram disparos por Whatsapp contra o PT. Os advogados de Bolsonaro requerem ainda que a ação seja recebida e os representados, citados pelo TSE. No mérito, que seja cassado o registro de diploma de Haddad, caso seja eleito, com consequente inelegibilidade dele por oito anos. Há ainda pedido para que os autos sejam remetidos à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigação. O caso está no gabinete do corregedor eleitoral, ministro Jorge Mussi. "A ação é uma fantasia ridícula. Ato inequívoco de tentativa de intimidação. Contra a imprensa livre", disse o advogado da Folha, Luís Francisco Carvalho Filho. Os advogados de Haddad ainda não se manifestaram.

Segundo os advogados de Bolsonaro, "a Folha de S.Paulo foi o principal veículo de comunicação que firmou como alvo explícito do seu ataque a candidatura dos candidatos requerentes, veiculando notícias inverídicas, infundadas, depreciativas, difamatórias, caluniosas e, até mesmo, criminosas, alcançando enorme atenção face a linha de edição adotada, tudo com vistas a influenciar o eleitor a não votar em Jair Bolsonaro, fato grave que deve receber a necessária reprimenda por parte desta Colenda Corte". "O modus operandi deste veículo de comunicação é o de criar fatos sem qualquer lastro probatório, imputando ao candidato Jair Bolsonaro a prática de atos ilegais, criando situação mentirosa que afeta sua imagem, sua honra e sua dignidade", afirma a peça. "A matéria não aponta nenhuma prova, apenas tece narrativa não corroborada por depoimentos, nem documentos", dizem os advogados. "A Folha de S.Paulo utilizou seus recursos empresariais para interferir diretamente no pleito eleitoral", ressalta. "A natureza autoritária do Partido dos Trabalhadores está escondida sob o frágil manto da democracia. No entanto, a produção, por anos, de fake news, máxime em período de campanha eleitoral, torna o PT reincidente e culpado, devendo os investigados sofrerem penalização por esta Justiça Especializada", diz trecho da ação. O ministro do TSE Sérgio Banhos negou, na noite de quinta (25), pedido de direito de resposta feito por Bolsonaro na Folha de S. Paulo sobre a mesma reportagem. "Analisando detidamente os autos, não antevejo, na matéria impugnada, divulgação de conteúdo, na compreensão da doutrina e da jurisprudência, capaz de atrair o direito de resposta. Na hipótese, para a concessão do direito de resposta pela Justiça Eleitoral falta um elemento essencial, qual seja, a informação sabidamente inverídica", escreveu Banhos.

"O simples fato de a referida matéria ser investigativa não desnatura o seu caráter jornalístico. E, em termos de liberdade de imprensa, não se deve, em regra, suprimir o direito à informação dos eleitores, mas eventualmente conceder direito de resposta ao ofendido. Nestes anos de imprensa livre, muitas investigações realizadas por meios de comunicação tiveram o condão de influenciar os rumos do país", afirmou o ministro. "A liberdade de expressão não abarca somente as opiniões inofensivas ou favoráveis, mas também aquelas que possam causar transtorno ou inquietar pessoas, pois a democracia se assenta no pluralismo de ideias e pensamentos", disse. Os advogados do candidato do PSL haviam sustentado ao TSE que os fatos relatados na reportagem da Folha de S. Paulo, no dia 18, eram sabidamente inverídicos e que ela não trazia provas, o que justificaria a publicação de uma resposta de Bolsonaro no jornal. O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, opinou nesta quarta (24) pela improcedência do pedido de Bolsonaro. Para ele, se o fato noticiado pela Folha de S. Paulo demanda apuração, não é possível afirmar de imediato que ele é sabidamente inverídico. Para a Procuradoria, se a notícia não ultrapassar a barreira da ofensa à honra nem romper a possibilidade lógica de verossimilhança, não cabe reparo pela Justiça Eleitoral. "O debate livre, inclusive com descrições antagônicas da realidade produzida em fatos e versões jornalísticas, é próprio do pluralismo político e da democracia", escreveu Medeiros. (Folhapress)

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