'Minha mãe não dorme, só chora', diz irmã de baiano desaparecido em Brumadinho





A baiana Graziela Coutinho, 35 anos, estava em casa quando o celular vibrou e, na tela do aparelho, apareceu uma mensagem enviada pela cunhada: “você está vendo a televisão?”. Sem entender, ela ligou a TV e viu as imagens da tragédia provocada pelo rompimento da barragem de Brumadinho, na Região Metropolitana de Minas Gerais. Foi aí que o coração dela apertou.

“Meu irmão é mecânico industrial e estava trabalhando há quatro meses na Vale, através de uma empresa terceirizada. Falei com minha cunhada na mesma hora, mas ela estava muito nervosa. Foi um momento muito difícil”, contou Graziela.

O baiano Tiago Coutinho, 32, é um dos quase 300 desaparecidos depois da tragédia - além dele, mais quatro baianos sumiram no desastre em Brumadinho. Pouco antes da barragem romper, ele ligou para Graziela para saber como a irmã estava.

“Ele sempre foi muito amoroso. Ligava para minha mãe todos os dias. Não havia um dia em que ele não ligasse. A gente se falou muito rápido, ele disse que estava indo almoçar”, lembrou. (Correio)


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