Adeus, crise: venda de abadás de blocos cresce até 40% este ano





Além das agremiações com cordas, movimentos fora dos circuitos oficiais ganham força nesta folia


Quando as vendas dos blocos Largadinho e Blow Out abriram para o Carnaval de 2019, poucos dias após o fim da folia do ano passado, o professor e jornalista Eder Luis Santana, 36 anos, não pensou duas vezes: aproveitou para pagar em 10 prestações. Sem nem sentir, em suas palavras. No mês passado, decidiu comprar mais um passaporte: um dia de Coruja, com Ivete Sangalo.

“Sou louco por Carnaval, mas, durante muitos anos, trabalhei na folia. Chegava a ter dupla jornada. Era muito trabalho e pouca curtição. Daí, nos últimos cinco anos, decidi que queria aproveitar mais a festa”, diz ele, que consegue se dividir entre os blocos e pipocas como a de Os Mascarados e de Armandinho, Dodô e Osmar. “O que me leva a sair nos blocos é estar com pessoas que eu gosto”, completa.


Seja para estar entre amigos, seja para acompanhar um ídolo, muita gente fez como Eder Luis e garantiu os abadás com antecedência. Em 2019, a famigerada crise dos blocos – que chegou ao auge em 2017, quando tradicionais nomes como Cheiro, Yes e Nana saíram de cena – parece ter dado uma trégua. Mais do que isso: as principais centrais de venda já contabilizam aumento de até 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

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